quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A PAZ NOS BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS POPULARES

Um pouco distante do avanço tecnológico as brincadeiras vividas na infância promovia paz, para as crianças, mães e pais. A disputa e competitividade existiam, mas num grau considerado saudável. E a emoção, é quem predominava na historicidade de nossas fases, deixando registros de saudades, recordações que vale a pena lembrar. Na época em que nossas crianças brincavam com brinquedos e brincadeiras populares, eles cultivavam a paz.

AMARELINHA

Esta brincadeira recebeu diversos nomes no Brasil: maré, sapata, avião, academia, macaca etc. É uma das formas do antigo jogo romano do odres, em que os jogadores deveriam saltar, num pé só, sobre sacos feitos com a pele do bode, untados com azeite.
A amarelinha tradicional tem o formato de uma cruz com um semi círculo em uma das pontas, onde está a palavra céu, lua ou cabeça. Depois vem a casa do inferno ou pescoço. E a área de descanso, chamado braços ou assas, onde é permitido equilibrar-se sobre os dois pés. Por último. A área do corpo ou quadrado. Outro formato utilizado é o de labirinto ou caracol. Inicialmente desenhada no chão com giz ou carvão, hoje também é fabricado em diversos materiais, como plástico.

BOLHAS DE SABÃO

Desde o tempo dos ramos as crianças se divertem fazendo bolhas de sabão, usando um canudo de palha. No século XVII era divertimento praticado com freqüência na França, onde recebeu o nome de bouteilles, uma referência às garrafas que guardavam o liquido feito com água e sabão e, às vezes, uma pitada de açúcar para aumentar a sua consistência.

CAMA DE GATO


A cama de gato, ou brincadeira com barbante, consiste em trançar um cordão entre os dedos das duas mãos e ir alterando as figuras formadas. Provavelmente de origem asiática, é praticada em diversas partes do mundo. Na Austrália, 1928, uma expedição antropológica constatou que os aborígines já praticavam várias brincadeiras com barbantes. Uma versão mais moderna é usar um elástico e trançá-lo com as pernas.

CINCO MARIAS

Esse jogo tem vários nomes: três Marias, jogo do osso, onente, bato, arriós, telhos, chocos, nécara,etc.
É um jogo pré histórico e há diversas maneiras de praticá-lo. Uma delas é lançar uma peça para o alto e, antes q ela caia no chão, pegar outra peça. Depois tentar pegar duas, três...até cinco, ficando com todas as peças na mão.
Na antiguidade, os reis o praticavam com pepitas de ouro, pedras preciosas, marfim ou âmbar.
Popular até hoje na maior parte do mundo, é praticado com saquinhos de pano cheio de areia, ossos, sementes ou caroços de frutas, como o pêssego.

PERNA DE PAU



Os romanos inventaram as pernas-de-pau para atravessar terrenos alagados. Nem imaginavam que um dia elas iriam virar brinquedo. Algumas referências mostram que as pernas -de –pau também foram usadas por agricultores na colheita de frutas, principalmente na Itália. A partir da Idade Média tornaram-se uns divertimentos populares, incluídos nas artes circenses

BILBOQUÊ


Também chamada “emboca-bola”, o bilboquê é uma bola de madeira com um furo, presa por um cordão a um bastão pontudo onde ela deve ser encaixado.
Um utensílio similar servia para que os ourives carregassem os delicados pedaços de folhas de ouro.
Na França, o bilboquê era um dos brinquedos favoritos do rei Henrique III (1551-1589) e esteve em moda na corte de Luis XIV (1638-1715).

BOLAS DE GUDE


Povos primitivos faziam as bolinhas com pedra, argila, ou osso de carneiro.
Na Grécia as crianças também jogavam com castanhas e azeitonas e em Roma, com nozes e avelãs.
As mais antigas já encontradas são de pedras semipreciosas e estavam no túmulo de uma criança egípcia, de 3 mil a.C.
Nas ilhas de Creta foram encontradas bolinhas feitas com pedras polidas de jade e ágata, datadas de 1450 a.C.
Provavelmente o seu uso foi difundido pelas legiões conquistadoras do Império Romano. O jogo era popular entre as crianças de Roma que o Imperador César Augusto chegava a parar na rua para assistir a alguns desafios.
Gude era o nome dado às pedrinhas redondas e lisas retirada do leitos dos rios.
Na França, eram feitas bolinhas grosseiras de madeira ou metal , que somente a partir do século XVII tornara-se perfeitamente redondas. As mais populares continuaram sendo de barro e as mais sofisticadas de vidro, ágata ou mármore ( daí o nome em inglês, marble)

Como jogar

Triângulo – sem dúvida é a forma mais tradicional de jogar o gude. Risca-se um triângulo no chão e cada jogador coloca uma bolinha sua, sendo que as pontas devem ser preenchidas primeiro. As bolinhas podem ficar sobre as linhas ou dentro do triângulo. Disputa-se quem joga primeiro e o objetivo é acertar as bolinhas que estão no triângulo, tirando-as de lá. As bolinhas que o jogador acertar e tirar do triângulo são dele ( quem acertou joga então novamente), mas, se, numa das jogadas, a bolinha que ele estiver usando para jogar ficar dentro do triângulo, ele sai da partida e não tira a bolinha de lá; ela será ganha por um dos jogadores que ficaram.

ESTILINGUE


No período neolítico (8 mil-4 a.C) o Homem já utilizava o estilingues, ou atiradeiras, para lançar bolas de argila e pequenas pedras. Alguns de 6500 a.C, goram encontradas em sítios arqueológicos na Turquia.
Os portugueses conheceram o estilingue na Índia e o trouxeram para o Brasil na época do descobrimento, como arma de arremesso.
Fácil de ser feito, com uma forquinha e um elástico, virou brincadeira das crianças que costumavam atirar mamonas nos passarinhos ou fazer competições de arremessos à distância.
Em alguns estados do Nordeste, no Rio de Janeiro e em São Paulo, o estilingue também recebeu o nome de baladeira.

IOIÔ

O ioiô é dos brinquedos mais antigos que existem.
Na china, há 3 mil anos, já haviam delicados ioiôs de marfim, com cordões de seda, e há 2500 anos, na Grécia, havia dois ioiôs de pedra. Na Índia, são conhecidos ioiôs do século XVI.
Como divertimento nas cortes européias, os ioiôs eram decorados com jóias e pedrões geométricos e, quando girados, seus desenhos formavam figuras. Na França dizem que até os soldados de Napoleão praticavam o jou-jou entre as batalhas.
O ioiô chegou às Filipinas provenientes da China e, no século XVI, caçadores o usavam para atordoar suas presas, uma idéia similar à do bumerangue australiano. No século XIX ele fazia parte das brincadeiras das crianças Filipinas, que o manejavam com destreza. Em 1928, Donald F. Duncan viu pela primeira vez o ioiô na Califórnia. Nas mãos de um jovem imigrante filipino que trabalhava em um hotel. Pedro flores havia trazido o brinquedo na mala, oito anos antes e tinha registrado nos Estados Unidos, com nome de Flores Yo-Yo.
Duncan, empreendedor, percebeu o potencial do brinquedo, comprou os direitos de Flores e começou a fabricar o “Duncan Yo-Yo”.
O brinquedo, que pode ser carregado no bolso, ganhou adeptos em todo o mundo e em 1992 foi para o espaço nas mãos do astronauta americano Jeffry Hoffman, na espaçonave Atlantis.

BOLA



A bola é um dos objetos mais antigos usados nos esportes, jogos e brincadeiras.
Redonda ou ovais, há 6500 anos eram feitas de fibra de bambu, no Japão, e de crinas de animais, na China.
Romanos e gregos utilizavam tiras de couro e penas de aves para confeccionar suas bolas, mas o material preferido era a bexiga de boi.
A bola de futebol chegou ao Brasil em 1894, junto com as regras do jogo, pelas mãos de Charles Miller.
Quem inventou a bola de futebol foi branca foi o brasileiro Joaquim Simão, em 1935, para que ela pudesse ser vista à noite com mais facilidade pelos jogadores.
O primeiro jogo de basquete nos Estados Unidos aconteceu em 1892, ainda usando uma bola de futebol. A primeira bola de basquete foi fabricadanaquele país dois anos depois.

PIÃO



Geralmente de madeira, o pião é um objeto cônico que possui na extremidade uma ponta de metal. Quando torcida, com a ajuda de um fio, faz um movimento de giro. Cerca de 3 mil anos a.C, na Babilônia, já existiam os piões, feitos de argila e com as bordas decoradas com formas animais e humanas ou relevos.Eles foram encontrados em túmulos de crianças, assim como as bolinhas de gude.
Os japoneses antigos pintavam a superfície com ricos detalhes e foram os primeiros a fazer um sulco ao redor da circunferência e produzir piões que assobiavam quando movimentados. No museu Johns Hopkins, em Baltimore ( Estados Unidos), existe um vaso grego pintado há aproximadamente 2500 anos em que são vistas duas pessoas observando a dança de um grande pião de madeira. Os piões também foram encontrados nas escavações de Pompéia (Itália).

PETECA



Quando os portugueses chegaram no Brasil, viram os índios brincando com uma trouxinha de folhas amarradas a uma espiga de milho, que chamavam de Pe’teka, que em tupi significa bater.
A brincadeira foi passando, de geração em geração, e tornou-se um esporte.
Nos jogos Olímpicos de 1920, realizados em Autuérpia, na Bélgica, os atletas brasileiros levaram a peteca para se divertir nos intervalos das competições. Atletas e técnicos de outros países ficaram encantados com a novidade e queria, a todo custo conhecer suas regras. O chefe da delegação brasileira, Dr. José Maria Castelo Branco, teve de explicar que ainda não havia regras para o jogo. Elas foram criadas em 1932 por Perrenoud Teixeira de Souza.
No início a peteca era jogada em quadras de 18 metros de comprimento por 9 metros de largura, com duas redes e quatro participantes de cada lado.
Hoje as quadras têm 15 metros de comprimento por 7,5 de largura, uma rede, com altura de 2,43 meros, e só se joga em duplas. A peteca é feita de borracha, com quatro penas pesando até 5º gramas. Os jogos têm três sets e vão até 6 pontos, sendo que um jogo tem duração entre 20 3 40 minutos.
A peteca foi oficialmente reconhecida como esporte pelo Conselho Nacional de Desportos, em 1985

AROS

Em, várias épocas o aro serviu de base para diversos brinquedos e brincadeiras.
Na Grécia e no Oriente, ele fazia parte da coreografia de dançarinas e pode ter sido precursor do bambolê.
Em alguns vasos gregos e romanos desenhos mostram homens conduzindo o trochus, um aro de bronze que se fazia rodar por uma varinha recurvada.
Nos ginásios, eram organizadas provas atléticas de corridas com trochus.
A brincadeira era considerada um ótimo exercício, recomendado por Hipocrátes (460 a.C. ? – 377 a.C.?) considerado o Pai da Medicina, e por Oribásio, médico do imperador Juliano.
No séculoXVIII, na Europa, os aros eram feitos de ferro ou madeira e as crianças brincavam com eles em ruas e praças.

Fonte: A História do Brinquedo
Para as crianças conhecerem e os adultos se lembrarem
Cristina Von – Alegro – São Paulo 2001
Imagens do Google

18 comentários:

  1. OI VAN, ESTOU TRABALHANDO COM MEUS ALUNOS "BRINCADEIRAS FOLCLÓRICAS", HOJE ABRIR SEU BLOG E VI ESSE TEXTO SOBRE VARIAS BRINCADEIRAS. QUE LEGAL, BACANA ESSE RESGATE DOS JOGOS, FALAR QUE SE PODE SER FELIZ SEM VIDEOS-GAIMES E OUTROS ELETRO-ELETRONICOS. A VIDA É SIMPLES.
    CHEIRO AMIGA.

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  2. que legal eu tanbem gostei é bom mesmo eu sou aluna da prof bene ela é muito legal mais vamos falar do texto né eu gostei foi muito eles terem posto estou na 4 serie.

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  3. estou fazendo o trabalho das brincadeiras ...

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  4. vamos trabalhar um projeto sobre paz na nossa escola e gostamos muito das suas sugestões.
    Parabéns.

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  5. Como Vldenice disse nos jovens podemos ser felises brcando com esse jogos populares


    ASS:Gabriel Lyra Torquato♣

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  6. eu sou a geiciele eu adorei lenbrar das brincadeiras

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  7. Oi!

    Muito interessante o blog!
    As reflexões/ensinamentos: bárbaras - e concordo muito com as coisas mencionadas...
    Descobri-o através da imagem com 'bolhas de sabão'; bonita mesmo!
    * E uma curiosidade (até que 'engraçada'): vi que há um item sobre CAMA DE GATO - houve, recentemente, uma novela com tal nome. E soube que tal, passada em Portugal, era conhecida por ARMADILHA; pois o termo "Cama de Gato" não existe lá (risos!)...
    E isso. Mais uma vez, parabéns pelo blog. É sempre bom (e importante) ler/ver coisas assim.

    Abraços,
    Rodrigo O. Rosa (Porto Alegre)

    http://rodrigo-arte.blogspot.com/

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  8. Oi! Meu nome é Elízia Medeiros e ensino em uma escola em que trabalhamos com projetos educativos. Esses projetos permeiam o mundo da cultura popular através das brincadeiras e dos brinquedos populares, das parlendas e das adivinhações, das cantigas de roda, enfim, me indentifiquei muito com o que você procura passar em seu blog. Essa PAZ no brincar que existia antigamente deixou saudade, mas podemos fazer com que nossas crianças vivenciam também de forma saudavel o brincar! Depende do foco que damos, da intencionalidade da brincadeira no momento, concorda?! Parabéns pela sua iniciativa e acesse o blog da minha escola! É www.lourdinas.com.br e entre em meu blog da professora Elízia da turma do 1º Ano-A que trabalhamos com brinquedos e brincadeiras populares lá. Com carinho: Elízia, da cidade de João Pessoa, Paraíba.

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  9. nossa adorei essas brincadeiras

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  10. eu to fazendo um trabalho sobre as brincadeiras achei muito legal.

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  11. ficou lindoo demais adorei,amei :)ficou otimoo

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    1. nossa é mesmo ficou maravilhoso

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  12. nossa adorei essa brincadeira ;d

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  13. OI van estou fazendo um trabalho para a faculdade, curso pedagogia e estou a procura de brinquedos e brincadeiras de diversos países, pretendo fazer uma analise cronológica dos brinquedos antigos ate os atuais e modernizados. Seu material já me ajudou bastante, se tiver algo mais que possa me ajudar, fico muito agradecida.!!

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