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domingo, 23 de agosto de 2009

LENINE - LEÃO DO NORTE


Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou o boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba
Ao som da orquestra armorial
Sou Capibaribe
Num livro de João Cabral
Sou mamulengo de São Bento do Una
Vindo no baque solto de Maracatu
Eu sou um alto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta
Levando a flor da lira
Pra Nova Jerusalém
Sou Luis Gonzaga
E vou dando um cheiro em meu bem

Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte

Sou Macambira de Joaquim Cardoso
Banda de Pife no meio do Canavial
Na noite dos tambores silenciosos
Sou a calunga revelando o Carnaval
Sou a folia que desce lá de Olinda
O homem da meia-noite puxando esse cordão
Sou jangadeiro na festa de Jaboatão
Eu sou mameluco...

Nasce Luiz Gonzaga - Rei do Baião : Asa Branca (forró)



Nascido em Exu, no sertão pernambucano, Luiz Gonzaga (1912/1989)
é um grande nome da música brasileira. Ele compôs muitas músicas
falando do sertão e que fizeram sucesso em todo Brasil.
Asa Branca (1947) é um entre os muitos sucessos do "rei do Baião"
Em qualquer cantinho do nosso país você encontrará alguém que sabe
cantar essa música

Asa Branca
Luíz Gonzaga
Composição: Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira
Quando oiei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu,ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
"Intonce" eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Hoje longe muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão

Quando o verde dos teus óio
Se espanhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração

Segundo o folclore nordestino a asa branca é uma espécie de pomba-rolinha, é a última ave a deixar o sertão quando chega a época da seca. E se ela deixa o sertão, o sertanejo perde a esperança, pois não virá chuva mais naquele ano.
E ai o sertanejo chora